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HISTORIA
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Cristianismo primitivo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia
livre.
Cristianismo primitivo,
também conhecido como Era Apostólica,
é o nome dado a uma etapa da história
do cristianismo de aproximadamente três séculos (I,
II, III
e parte do IV),
que se inicia após a Ressurreição
de Jesus (30 d.C.)1
e termina em 325 com a celebração do Primeiro
Concílio de Niceia2
. No início, a igreja
cristã foi centrada em Jerusalém3
e tinha entre seus líderes Tiago,
irmão de Jesus, os apóstolos e João4
.
Os primeiros cristãos ou eram judeus
ou eram gentios
convertidos ao judaísmo,
conhecidos pelos historiadores como judeus-cristãos5
. Tradicionalmente, o Cornélio,
o Centurião, é considerado o primeiro gentio convertido6
. Paulo de
Tarso, depois de sua conversão ao cristianismo, reivindicou o
título de Apóstolo dos Gentios7
. Até ao final do século
I, o cristianismo começou a ser reconhecido interna e
externamente, como uma religião
separada do judaísmo
rabínico8
.
Os primeiros cristãos tinham como regra de fé
e prática os ensinamentos da Bíblia
judaica - Antigo
Testamento9
. Em geral eles liam ou a versão grega (Septuaginta)
ou a tradução aramaica (Targum).
Foi nesse período que o cânon
do Novo
Testamento foi desenvolvido, com as cartas
de Paulo, os quatro
evangelhos, e várias outras obras dos seguidores de Jesus que
também foram reconhecidas como Escrituras
Sagradas. Das cartas de Paulo, especialmente a de Romanos,
os cristãos criaram uma teologia baseada na obra
expiatória de Cristo e na justificação
pela fé. Essa teologia objetivava explicar todo o significado e
os objetivos da Lei
Mosaica. A relação de Paulo de Tarso e o Judaísmo é ainda
hoje objeto de debates entre os cristãos protestantes,
principalmente no que se refere a alteração do dia de descanso do
sábado para o
domingo10
. Os pais da igreja desenvolveram a teologia cristã e as bases para
a doutrina da Trindade.
Logo no começo, os cristãos sofreram
perseguições
esporádicas, porque se recusavam a adorar os deuses
romanos e homenagear o imperador
como um ser divino. Eles são considerados mártires.
No século IV,
Constantino
aliou-se politicamente com o cristianismo e terminou com a
perseguição aos cristãos promulgando o Édito
de Milão. O que começou como um movimento religioso dentro do
judaísmo do primeiro século tornou-se, até ao final deste período,
a religião oficial do Império
Romano. Segundo Will
Durant, a Igreja cristã prevaleceu sobre Paganismo
porque oferecia uma doutrina
muito mais atraente e porque os líderes da igreja se dirigiam as
necessidades humanas melhor do que seus rivais11
. O Primeiro
Concílio de Niceia marca o fim desta era e o início do período
dos sete primeiros Concílios
Ecumênicos (325 - 787). Foram três os historiadores que mais
nos deixaram informações sobre esse período: Lucas,
Hegésipo e
Eusébio.12
- O Pentecostes, que dá início ao cristianismo primitivo.13A ressurreição de Cristo é um dos fatos de maior importância para os primeiros anos do cristianismo e, ao mesmo tempo, o mais enigmático. Todos os evangelhos falam do evento da ressurreição de Cristo e da aparição do Messias diante dos discípulos três dias após sua crucificação. De acordo com o evangelho de Lucas, Jesus teria aparecido para os seus
Ressurreição
O
Pentecostes,
que dá início ao cristianismo primitivo.13
A ressurreição
de Cristo é um dos
fatos de maior importância para os primeiros anos do cristianismo
e, ao mesmo tempo, o mais enigmático. Todos os evangelhos falam do
evento da ressurreição de Cristo e da aparição
do Messias diante dos discípulos três dias após sua
crucificação.
De acordo com o evangelho
de Lucas, Jesus
teria aparecido para os seus apóstolos um pouco além de Jerusalém,
em Emaús
(Discípulos
de Emaús).14
Mateus fala dum encontro de Jesus
e seus discípulos ocorrido
na Galiléia.15
Em Mateus Jesus
teria aparecido
para sua mãe e Maria
Madalena (Mateus 28:9)16
Em João ele apareceu
para Maria Madalena sozinha (João 20:14).17
Em Lucas, as mulheres não encontram Jesus
(Lucas
24).18
Paulo, que não conheceu Jesus, fala na sua Primeira
Epístola aos Coríntios de aparições à mais de quinhentas
pessoas (1Coríntios 15:5-8)19
e não menciona o encontro do túmulo
esvaziado.
Ao
que parece, nem todos os apóstolos
estavam de acordo em relação aos eventos, e é certo que Paulo
criou uma verdadeira teologia
da ressurreição a partir de reflexões muito particulares. Dentro
da crença protestante, Paulo seria grandemente inspirado pelo
Espírito
Santo, sendo portanto seus ensinamentos legitimos na fé. De toda
forma, mesmo que não possamos determinar exatamente o que se passou
na ressurreição,
a crença no retorno de Jesus
foi essencial para modelar o cristianismo primitivo.20
Os Apóstolos
Pedro em ícone do século VI
Os
apóstolos,
discípulos de Jesus,
acreditavam que tinham recebido a missão divina de pregar seus
ensinamentos. Além disso, eles acreditavam possuir a inspiração do
Espírito
Santo que, de acordo com o evangelho
de João teria sido enviado por Jesus
Cristo aos apóstolos. Nos Atos
dos Apóstolos, contudo, livro atribuído a Lucas, os apóstolos
recebem o Espírito Santo enviado diretamente por Deus após o
Pentecostes.21
Não existem
informações suficientes nos documentos históricos sobre como
funcionava a condução das primeiras comunidades cristãs. Embora um
oficio correspondente ao sacerdócio
posterior possa ser identificado, é difícil estabelecer como se
organizava e como funcionava, por exemplo, se era ou não
hierarquizado. Os apóstolos, "enviados" em grego, eram
certamente os líderes proeminentes nessas comunidades. Pedro
foi, sem dúvida, o apóstolo mais influente nos primeiros tempos,
mas Tiago,
Paulo e
João
também tiveram um papel importante no estabelecimento do primeiro
cristianismo.
Comunidades
De acordo com o
livro dos Atos
dos Apóstolos foram cerca de três mil fiéis que se reuniram em
torno de Pedro
após o Pentecostes.
De acordo com Atos
2:43-47, todos os fiéis usufruíam de seus bens em conjunto e
haviam coletivizado a posse das coisas. Os relatos não deixam
dúvidas de que os primeiros cristãos se encontravam nos templos
judaicos, e é provável que se reunissem para comer.
Pode-se indagar
até que ponto essa descrição das primeiras comunidades, realizada
anos depois, não tenha sido demasiado idealizada[carece de
fontes].
As passagens de Atos responsáveis por caracterizar os primeiros
cristãos influenciaram o surgimento de diversas irmandades
religiosas na Idade
Média, como os franciscanos[carece de
fontes].
Em Jerusalém,
as comunidades se expandiram rapidamente. O termo "igreja",
que queria dizer reunião, era frequentemente empregado pelos
primeiros cristãos. No começo, parece que Pedro liderou as decisões
da igreja
de Jerusalém. Atos
nos fala da nomeação de uma comissão de sete, provavelmente os
primeiros correspondentes dos posteriores presbíteros.22
O primeiro mártir
cristão, Estêvão,
morreu apedrejado, o que provavelmente culminou com a primeira
dispersão dos fiéis a partir da Palestina
para Damasco,
Cesareia,
Chipre e Antioquia.
Uma perseguição levada a cabo por Herodes
Agripa I (sucessor de Herodes,
o Grande) por volta do ano 44 teve resultados semelhantes,
contando inclusive com a dispersão dos apóstolos. Tiago
se tornou líder da igreja em Jerusalém
com a saída de Pedro,23
24
mas foi morto e decapitado cerca de 20 anos depois. As Guerras
Judaicas coroaram essa sucessão de dispersões dos cristãos
pelo Império. Antioquia,
capital da Síria,
logo se tornou o principal foco cristão do Império.
Crenças
Os
primeiros cristãos acreditavam na ressurreição
de Cristo e no seu retorno ainda em sua geração, de acordo com
o que dizia a passagem de Marcos
13:30. Paulo, por exemplo, acreditava que o retorno de Jesus
Cristo aconteceria ainda durante sua vida, como indica uma passagem
em I
Tessalonicenses 4:16-18).25
Para
os cristãos, Jesus era o Messias
(por isso o chamam de Cristo).
É importante lembrar que o cristianismo
nasce primeiro como uma heresia
dentro do judaísmo
esSeu desenvolvimento é inegavelmente ligado a ele: a crença no
messias existia já na religião judaica e os livros proféticos como
Isaías (e mesmo
outros não proféticos, como Salmos)
das Escrituras
Sagradas foram associados ao advento
de Cristo. Nesse sentido, os cristãos se viam como uma Israel
renovada, e não abdicavam da promessa que Deus
havia feito (Romanos
9:6-8) aos hebreus no Antigo
Testamento26
.
O emprego do
termo "Senhor"
para se referir a Jesus nos primeiros anos do cristianismo indicava
uma vinculação íntima com Deus, uma vez que esse termo tinha um
peso específico para o contexto da época[carece de
fontes].
Rituais
Dois rituais
foram praticados com frequência pelos primeiros cristãos: o batismo
e a eucaristia.
As raízes do batismo
podem ser encontradas na história de João
Batista (João
3:22) e também em outras passagens evangélicas (Mateus
28:19). A Eucaristia,
por sua vez, é uma repetição do ato realizado na Última
Ceia, mencionada nos evangelhos de Mateus,
Marcos e
Lucas.
Debates e noções teológicas
As
primeiras discordâncias entre os cristãos diziam respeito à
questão dos cristãos hebreus
e os cristãos helenistas.
Com efeito, uma questão que se coloca após a morte de Cristo é se
o gentio poderia ser diretamente convertido ao cristianismo ou se
deveria antes se tornar judeu.
Como sabemos pelos livros de Atos e pelas cartas
de Paulo, além das fontes romanas, o cristianismo estava se
difundindo rapidamente pelo território do Império
Romano, o que significava que grandes somas de não-cristãos
estavam sendo convertidos nessa época. Por essa razão, o tema era
de extrema importância para o proselitismo
cristão. Ora, Pedro
diz em Atos que Deus lhe havia demonstrado que o profano poderia se
tornar sagrado e afirmou que a verdade poderia ser revelada aos
romanos
não[judeus. Esse debate culminou com o Concílio
de Jerusalém (ca.
40), do qual participaram Paulo,
Tiago, o Justo
e Pedro, no qual se decidiu que os gentios não deveriam ser
convertidos ao judaísmo antes de se tornarem cristãos. No entanto,
nos escapa a verdadeira dimensão desse debate: a posição de Tiago,
que parecia ser pró-judaísmo, ia radicalmente contra a de Paulo,
que defendia a conversão direta do gentio. Paulo reserva grande
parte de sua carta
aos gálatas para discutir essa questão. Relatos parecem
demonstrar que Pedro sofreu influência de Tiago, adotando mais tarde
uma posição pro-judaísmo (vide Incidente
em Antioquia)27
.
imagem de São Paulo
por El Greco
Quanto Paulo],
alguns[quem?]
dizem que seus textos constituem uma teologia
à parte. É certo que as preocupações dos escritos dele não
encontram paralelos em outros escritos cristãos e suas idéias nem
sempre estão de acordo com o que pregaram os outros
apóstolos[carece de
fontes].
Paulo acreditava
na cristologia
dos "dois estágios": parecia acreditar que Jesus teria
sido "Filho
de Deus" apenas após a ressurreição
(Romanos
1:3-4). Essa crença fazia com que ele atribuísse um peso
demasiado grande à ressurreição de Cristo e pouco aos dizeres de
Cristo durante a vida[carece de
fontes].
Paulo também comparava a morte
de Jesus aos sacrifícios judaicos, que teriam tido por objetivo
comum purificar os indivíduos. A teologia
de Paulo foi essencial para fazer com que a noção de salvação
fosse sobreposta à idéia do etorno[carece de
fontes].
As cartas
de Paulo, os escritos cristãos cujas datas dão mostras de ser
as mais antigas, também falam da necessidade de se demonstrar fé
(Romanos
3:25-28) para receber a graça
de Deus (Romanos
9:10-24). Para explicar a ecclesia,
Paulo se vale de uma alegoria
segundo a qual a igreja é o corpo de Crist], cada comunidade
compondo uma parte deste corpo (Efésios
1:22-23; Colossenses
1:18). Paulo acreditava no julgamento final (II
Coríntios 5:10) e na sujeição de tudo ao Deus criador (I
Coríntios 15:20-28).
Em
relação à natureza do Filho, Paulo associava Cristo à sabedoria e
à inteligência divinas, uma espécie de desenvolvimento do conceito
pagão de Logos.
Para Paulo, Cristo era a "sabedoria de Deus" (I
Coríntios 2:10-11). Paulo acreditava que o Cristo salvador
estava prenhe de divindade (Colossenses
2:9). O universo era centrado nele, uma vez que tudo havia sido
criado por ele e por meio dele (Colossenses
1:16)28
.
O computador pode substituir o professor?
por: Iana Chan
“Se existe um professor que pode ser substituído
por uma máquina, é porque ele realmente merece ser substituído”.
A resposta foi uma provocação do indiano Sugata Mitra,
professor de Tecnologia Educacional da Newcastle University, na
Inglaterra e professor visitante do Massachusetts Institute of
Technology, o famoso MIT.
Em palestra ontem no EducaParty,
programação voltada para a Educação na Campus Party,
ele relatou as pesquisas que comprovaram a habilidade das crianças
em aprender sozinhas quando têm acesso a um computador com internet,
dispensando a intermediação de um adulto.
O professor indiano Sugata Mitra é um dos maiores
pesquisadores na área de tecnologia e Educação. Foto: Douglas Eiji
Matsunaga
Seu mais emblemático experimento é
o “Hole in the Wall” (Buraco na Parede, em tradução livre).
Sugata Mitra colocou um computador com acesso à internet no muro de
uma favela em Nova Delhi, na Índia e, com auxílio de câmeras,
observou o processo durante dois meses. O resultado? Crianças que
nunca viram um computador e não sabiam inglês aprenderam
rapidamente a navegar na internet e ainda ensinavam outras crianças.
“Em 9 meses, as crianças atingem o nível de secretárias que
trabalham com o computador no escritório”, disse Mitra.
Essa experiência pode ser uma
solução para um dos problemas que Mitra encontra na Educação
atualmente: a falta de escolas. “Ela demonstra que crianças
expostas ao computador rapidamente entendem seu funcionamento” e os
benefícios não tardam a aparecer: melhora a leitura, a compreensão
e a capacidade de responder a perguntas. Porém, a principal
transformação que esse aprendizado realiza nas crianças é outra.
Elas ficam mais confiantes, a autoestima cresce, a postura muda.
“Elas dizem para si mesmas que são capazes de fazer o que as
outras crianças fazem, mesmo que não tenham a mesma condição
financeira”, relata Mitra.
Falta de interesse
O segundo problema diagnosticado por ele é o desinteresse dos alunos. A solução é simples: saber instigar as crianças com a ajuda do computador. Hoje, a principal reclamação dos alunos é não entender por que estão aprendendo determinada matéria. “Trigonometria, por exemplo, é uma palavra que apavora todo mundo”, exemplifica.
Uma história real mostra como
despertar o interesse das crianças. Em Hong Kong, Mitra perguntou
aos alunos como um Ipad sabe sua localização e deixou que
pesquisassem na internet. Trinta minutos depois, os alunos aprenderam
que três satélites estavam envolvidos no trabalho. E, depois de
outra rápida pesquisa, descobriram que o Ipad usava trigonometria.
“Perguntei se eles queriam saber como isso funcionava e os meninos
de 12 anos responderam que sim! E então eu disse ao professor de
matemática: “agora a porta está aberta””.
O modelo atual de Educação, que
ignora as mudanças promovidas pela tecnologia, também contribui
para o desinteresse dos alunos, acredita Mitra. “Uma criança lê
uma página inteira, mas não consegue entendê-la, interpretá-la”,
aponta. Para ele, isso é fruto de um modelo
ultrapassado de Educação “definido 300 anos atrás”, que
prioriza a capacidade de decorar informações. Naquela
época isso fazia sentido, já que o cérebro era a principal
ferramenta para armazenar dados; mas hoje existem diversos
dispositivos que podem realizar essa tarefa. “A memória não é o
mais importante, mas sim, a capacidade de compreensão e de
discernimento sobre as informações que lê”, defende. O sistema
educacional ainda não entende isso: “se um aluno perguntar se pode
levar um pendrive para fazer a prova, a resposta será não.”
Voltando à polêmica sobre a
necessidade de um adulto que intermedeie o processo de aprendizagem,
Mitra explica que o papel do professor assim como o currículo
devem ser reformulados para que as crianças se interessem pelo
estudo. Hoje, o professor ensina um método para solucionar
problemas e explica quando usá-lo. Para ele, as crianças devem ter
a possibilidade de encontrar um método sozinhas e o professor deve
apoiar e instigar esse processo.
Assista a uma palestra que Sugata
Mitra o evento Ted Global, em 2010, sobre suas
pesquisas.
http://www.ted.com/talks/sugata_mitra_the_child_driven_education.html
http://www.ted.com/talks/sugata_mitra_the_child_driven_education.html
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