terça-feira, 27 de agosto de 2013

video fundaçao da igreja primitiva

http://www.youtube.com/watch?v=J2jr0zgYus0

Cristianismo primitivo




Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Cristianismo primitivo, também conhecido como Era Apostólica, é o nome dado a uma etapa da história do cristianismo de aproximadamente três séculos (I, II, III e parte do IV), que se inicia após a Ressurreição de Jesus (30 d.C.)1 e termina em 325 com a celebração do Primeiro Concílio de Niceia2 . No início, a igreja cristã foi centrada em Jerusalém3 e tinha entre seus líderes Tiago, irmão de Jesus, os apóstolos e João4 .
Os primeiros cristãos ou eram judeus ou eram gentios convertidos ao judaísmo, conhecidos pelos historiadores como judeus-cristãos5 . Tradicionalmente, o Cornélio, o Centurião, é considerado o primeiro gentio convertido6 . Paulo de Tarso, depois de sua conversão ao cristianismo, reivindicou o título de Apóstolo dos Gentios7 . Até ao final do século I, o cristianismo começou a ser reconhecido interna e externamente, como uma religião separada do judaísmo rabínico8 .
Os primeiros cristãos tinham como regra de e prática os ensinamentos da Bíblia judaica - Antigo Testamento9 . Em geral eles liam ou a versão grega (Septuaginta) ou a tradução aramaica (Targum). Foi nesse período que o cânon do Novo Testamento foi desenvolvido, com as cartas de Paulo, os quatro evangelhos, e várias outras obras dos seguidores de Jesus que também foram reconhecidas como Escrituras Sagradas. Das cartas de Paulo, especialmente a de Romanos, os cristãos criaram uma teologia baseada na obra expiatória de Cristo e na justificação pela fé. Essa teologia objetivava explicar todo o significado e os objetivos da Lei Mosaica. A relação de Paulo de Tarso e o Judaísmo é ainda hoje objeto de debates entre os cristãos protestantes, principalmente no que se refere a alteração do dia de descanso do sábado para o domingo10 . Os pais da igreja desenvolveram a teologia cristã e as bases para a doutrina da Trindade.
Logo no começo, os cristãos sofreram perseguições esporádicas, porque se recusavam a adorar os deuses romanos e homenagear o imperador como um ser divino. Eles são considerados mártires. No século IV, Constantino aliou-se politicamente com o cristianismo e terminou com a perseguição aos cristãos promulgando o Édito de Milão. O que começou como um movimento religioso dentro do judaísmo do primeiro século tornou-se, até ao final deste período, a religião oficial do Império Romano. Segundo Will Durant, a Igreja cristã prevaleceu sobre Paganismo porque oferecia uma doutrina muito mais atraente e porque os líderes da igreja se dirigiam as necessidades humanas melhor do que seus rivais11 . O Primeiro Concílio de Niceia marca o fim desta era e o início do período dos sete primeiros Concílios Ecumênicos (325 - 787). Foram três os historiadores que mais nos deixaram informações sobre esse período: Lucas, Hegésipo e Eusébio.12


Ressurreição

Ressurreição

O Pentecostes, que dá início ao cristianismo primitivo.13
A ressurreição de Cristo é um dos fatos de maior importância para os primeiros anos do cristianismo e, ao mesmo tempo, o mais enigmático. Todos os evangelhos falam do evento da ressurreição de Cristo e da aparição do Messias diante dos discípulos três dias após sua crucificação. De acordo com o evangelho de Lucas, Jesus teria aparecido para os seus apóstolos um pouco além de Jerusalém, em Emaús (Discípulos de Emaús).14 Mateus fala dum encontro de Jesus e seus discípulos ocorrido na Galiléia.15 Em Mateus Jesus teria aparecido para sua mãe e Maria Madalena (Mateus 28:9)16 Em João ele apareceu para Maria Madalena sozinha (João 20:14).17 Em Lucas, as mulheres não encontram Jesus (Lucas 24).18 Paulo, que não conheceu Jesus, fala na sua Primeira Epístola aos Coríntios de aparições à mais de quinhentas pessoas (1Coríntios 15:5-8)19 e não menciona o encontro do túmulo esvaziado.
Ao que parece, nem todos os apóstolos estavam de acordo em relação aos eventos, e é certo que Paulo criou uma verdadeira teologia da ressurreição a partir de reflexões muito particulares. Dentro da crença protestante, Paulo seria grandemente inspirado pelo Espírito Santo, sendo portanto seus ensinamentos legitimos na fé. De toda forma, mesmo que não possamos determinar exatamente o que se passou na ressurreição, a crença no retorno de Jesus foi essencial para modelar o cristianismo primitivo.20

Os Apóstolos

Pedro em ícone do século VI
Ver artigo principal: Apóstolos
Os apóstolos, discípulos de Jesus, acreditavam que tinham recebido a missão divina de pregar seus ensinamentos. Além disso, eles acreditavam possuir a inspiração do Espírito Santo que, de acordo com o evangelho de João teria sido enviado por Jesus Cristo aos apóstolos. Nos Atos dos Apóstolos, contudo, livro atribuído a Lucas, os apóstolos recebem o Espírito Santo enviado diretamente por Deus após o Pentecostes.21
Não existem informações suficientes nos documentos históricos sobre como funcionava a condução das primeiras comunidades cristãs. Embora um oficio correspondente ao sacerdócio posterior possa ser identificado, é difícil estabelecer como se organizava e como funcionava, por exemplo, se era ou não hierarquizado. Os apóstolos, "enviados" em grego, eram certamente os líderes proeminentes nessas comunidades. Pedro foi, sem dúvida, o apóstolo mais influente nos primeiros tempos, mas Tiago, Paulo e João também tiveram um papel importante no estabelecimento do primeiro cristianismo.

Comunidades

De acordo com o livro dos Atos dos Apóstolos foram cerca de três mil fiéis que se reuniram em torno de Pedro após o Pentecostes. De acordo com Atos 2:43-47, todos os fiéis usufruíam de seus bens em conjunto e haviam coletivizado a posse das coisas. Os relatos não deixam dúvidas de que os primeiros cristãos se encontravam nos templos judaicos, e é provável que se reunissem para comer.
Pode-se indagar até que ponto essa descrição das primeiras comunidades, realizada anos depois, não tenha sido demasiado idealizada[carece de fontes]. As passagens de Atos responsáveis por caracterizar os primeiros cristãos influenciaram o surgimento de diversas irmandades religiosas na Idade Média, como os franciscanos[carece de fontes].
Em Jerusalém, as comunidades se expandiram rapidamente. O termo "igreja", que queria dizer reunião, era frequentemente empregado pelos primeiros cristãos. No começo, parece que Pedro liderou as decisões da igreja de Jerusalém. Atos nos fala da nomeação de uma comissão de sete, provavelmente os primeiros correspondentes dos posteriores presbíteros.22 O primeiro mártir cristão, Estêvão, morreu apedrejado, o que provavelmente culminou com a primeira dispersão dos fiéis a partir da Palestina para Damasco, Cesareia, Chipre e Antioquia. Uma perseguição levada a cabo por Herodes Agripa I (sucessor de Herodes, o Grande) por volta do ano 44 teve resultados semelhantes, contando inclusive com a dispersão dos apóstolos. Tiago se tornou líder da igreja em Jerusalém com a saída de Pedro,23 24 mas foi morto e decapitado cerca de 20 anos depois. As Guerras Judaicas coroaram essa sucessão de dispersões dos cristãos pelo Império. Antioquia, capital da Síria, logo se tornou o principal foco cristão do Império.

Crenças

Os primeiros cristãos acreditavam na ressurreição de Cristo e no seu retorno ainda em sua geração, de acordo com o que dizia a passagem de Marcos 13:30. Paulo, por exemplo, acreditava que o retorno de Jesus Cristo aconteceria ainda durante sua vida, como indica uma passagem em I Tessalonicenses 4:16-18).25
Para os cristãos, Jesus era o Messias (por isso o chamam de Cristo). É importante lembrar que o cristianismo nasce primeiro como uma heresia dentro do judaísmo esSeu desenvolvimento é inegavelmente ligado a ele: a crença no messias existia já na religião judaica e os livros proféticos como Isaías (e mesmo outros não proféticos, como Salmos) das Escrituras Sagradas foram associados ao advento de Cristo. Nesse sentido, os cristãos se viam como uma Israel renovada, e não abdicavam da promessa que Deus havia feito (Romanos 9:6-8) aos hebreus no Antigo Testamento26 .
O emprego do termo "Senhor" para se referir a Jesus nos primeiros anos do cristianismo indicava uma vinculação íntima com Deus, uma vez que esse termo tinha um peso específico para o contexto da época[carece de fontes].

Rituais

Ver artigos principais: Culto cristão e Ritual
Dois rituais foram praticados com frequência pelos primeiros cristãos: o batismo e a eucaristia. As raízes do batismo podem ser encontradas na história de João Batista (João 3:22) e também em outras passagens evangélicas (Mateus 28:19). A Eucaristia, por sua vez, é uma repetição do ato realizado na Última Ceia, mencionada nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas.

Debates e noções teológicas

Mais informações: Controvérsia da circuncisão
As primeiras discordâncias entre os cristãos diziam respeito à questão dos cristãos hebreus e os cristãos helenistas. Com efeito, uma questão que se coloca após a morte de Cristo é se o gentio poderia ser diretamente convertido ao cristianismo ou se deveria antes se tornar judeu. Como sabemos pelos livros de Atos e pelas cartas de Paulo, além das fontes romanas, o cristianismo estava se difundindo rapidamente pelo território do Império Romano, o que significava que grandes somas de não-cristãos estavam sendo convertidos nessa época. Por essa razão, o tema era de extrema importância para o proselitismo cristão. Ora, Pedro diz em Atos que Deus lhe havia demonstrado que o profano poderia se tornar sagrado e afirmou que a verdade poderia ser revelada aos romanos não[judeus. Esse debate culminou com o Concílio de Jerusalém (ca. 40), do qual participaram Paulo, Tiago, o Justo e Pedro, no qual se decidiu que os gentios não deveriam ser convertidos ao judaísmo antes de se tornarem cristãos. No entanto, nos escapa a verdadeira dimensão desse debate: a posição de Tiago, que parecia ser pró-judaísmo, ia radicalmente contra a de Paulo, que defendia a conversão direta do gentio. Paulo reserva grande parte de sua carta aos gálatas para discutir essa questão. Relatos parecem demonstrar que Pedro sofreu influência de Tiago, adotando mais tarde uma posição pro-judaísmo (vide Incidente em Antioquia)27 .
imagem de São Paulo por El Greco
Quanto Paulo], alguns[quem?] dizem que seus textos constituem uma teologia à parte. É certo que as preocupações dos escritos dele não encontram paralelos em outros escritos cristãos e suas idéias nem sempre estão de acordo com o que pregaram os outros apóstolos[carece de fontes].
Paulo acreditava na cristologia dos "dois estágios": parecia acreditar que Jesus teria sido "Filho de Deus" apenas após a ressurreição (Romanos 1:3-4). Essa crença fazia com que ele atribuísse um peso demasiado grande à ressurreição de Cristo e pouco aos dizeres de Cristo durante a vida[carece de fontes]. Paulo também comparava a morte de Jesus aos sacrifícios judaicos, que teriam tido por objetivo comum purificar os indivíduos. A teologia de Paulo foi essencial para fazer com que a noção de salvação fosse sobreposta à idéia do etorno[carece de fontes].
As cartas de Paulo, os escritos cristãos cujas datas dão mostras de ser as mais antigas, também falam da necessidade de se demonstrar fé (Romanos 3:25-28) para receber a graça de Deus (Romanos 9:10-24). Para explicar a ecclesia, Paulo se vale de uma alegoria segundo a qual a igreja é o corpo de Crist], cada comunidade compondo uma parte deste corpo (Efésios 1:22-23; Colossenses 1:18). Paulo acreditava no julgamento final (II Coríntios 5:10) e na sujeição de tudo ao Deus criador (I Coríntios 15:20-28).
Em relação à natureza do Filho, Paulo associava Cristo à sabedoria e à inteligência divinas, uma espécie de desenvolvimento do conceito pagão de Logos. Para Paulo, Cristo era a "sabedoria de Deus" (I Coríntios 2:10-11). Paulo acreditava que o Cristo salvador estava prenhe de divindade (Colossenses 2:9). O universo era centrado nele, uma vez que tudo havia sido criado por ele e por meio dele (Colossenses 1:16)28 .



  1. [9], "VEYNE, Paul. A History of Private Life:From pagan Rome to Byzantium"
  2. [10], "Estoicismo"
  3. Wikipedia.en. Early Christianity.
  4. KENT, Grenville e RONDIONOFF, Philip. O Código Da Vinci e a Bíblia. Tatuí: CPB, 2006. pág. 54 e 55.
  5. [11], "(Malaquias 4:5-6)"
  6. [12], "(2Crônicas 36:23)"
  7. J. Derek Holmes. História da Igreja Católica. Edições 70. 2006. ISBN 972441261X.
  8. Uma Breve História do Mundo. Geoffrey Blainey. Editora Fundamento. ISBN 85-88350-77-7.
  9. Notas explicativas da Bíblia conforme traduzida por João Ferreira de Almeida, da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (1994/1995).
  10. An Introduction to Christianity (2004). Página visitada em 18 Nov 2008.

O computador pode substituir o professor?


por: Iana Chan
“Se existe um professor que pode ser substituído por uma máquina, é porque ele realmente merece ser substituído”. A resposta foi uma provocação do indiano Sugata Mitra, professor de Tecnologia Educacional da Newcastle University, na Inglaterra e professor visitante do Massachusetts Institute of Technology, o famoso MIT.
Em palestra ontem no EducaParty, programação voltada para a Educação na Campus Party, ele relatou as pesquisas que comprovaram a habilidade das crianças em aprender sozinhas quando têm acesso a um computador com internet, dispensando a intermediação de um adulto.
 
O professor indiano Sugata Mitra é um dos maiores pesquisadores na área de tecnologia e Educação. Foto: Douglas Eiji Matsunaga
Seu mais emblemático experimento é o “Hole in the Wall” (Buraco na Parede, em tradução livre). Sugata Mitra colocou um computador com acesso à internet no muro de uma favela em Nova Delhi, na Índia e, com auxílio de câmeras, observou o processo durante dois meses. O resultado? Crianças que nunca viram um computador e não sabiam inglês aprenderam rapidamente a navegar na internet e ainda ensinavam outras crianças. “Em 9 meses, as crianças atingem o nível de secretárias que trabalham com o computador no escritório”, disse Mitra.
Essa experiência pode ser uma solução para um dos problemas que Mitra encontra na Educação atualmente: a falta de escolas. “Ela demonstra que crianças expostas ao computador rapidamente entendem seu funcionamento” e os benefícios não tardam a aparecer: melhora a leitura, a compreensão e a capacidade de responder a perguntas. Porém, a principal transformação que esse aprendizado realiza nas crianças é outra. Elas ficam mais confiantes, a autoestima cresce, a postura muda. “Elas dizem para si mesmas que são capazes de fazer o que as outras crianças fazem, mesmo que não tenham a mesma condição financeira”, relata Mitra.

Falta de interesse
 

O segundo problema diagnosticado por ele é o desinteresse dos alunos. A solução é simples: saber instigar as crianças com a ajuda do computador. Hoje, a principal reclamação dos alunos é não entender por que estão aprendendo determinada matéria. “Trigonometria, por exemplo, é uma palavra que apavora todo mundo”, exemplifica.
Uma história real mostra como despertar o interesse das crianças. Em Hong Kong, Mitra perguntou aos alunos como um Ipad sabe sua localização e deixou que pesquisassem na internet. Trinta minutos depois, os alunos aprenderam que três satélites estavam envolvidos no trabalho. E, depois de outra rápida pesquisa, descobriram que o Ipad usava trigonometria. “Perguntei se eles queriam saber como isso funcionava e os meninos de 12 anos responderam que sim! E então eu disse ao professor de matemática: “agora a porta está aberta””.
O modelo atual de Educação, que ignora as mudanças promovidas pela tecnologia, também contribui para o desinteresse dos alunos, acredita Mitra. “Uma criança lê uma página inteira, mas não consegue entendê-la, interpretá-la”, aponta. Para ele, isso é fruto de um modelo ultrapassado de Educação “definido 300 anos atrás”, que prioriza a capacidade de decorar informações. Naquela época isso fazia sentido, já que o cérebro era a principal ferramenta para armazenar dados; mas hoje existem diversos dispositivos que podem realizar essa tarefa. “A memória não é o mais importante, mas sim, a capacidade de compreensão e de discernimento sobre as informações que lê”, defende. O sistema educacional ainda não entende isso: “se um aluno perguntar se pode levar um pendrive para fazer a prova, a resposta será não.”
 
Voltando à polêmica sobre a necessidade de um adulto que intermedeie o processo de aprendizagem, Mitra explica que o papel do professor assim como o currículo devem ser reformulados para que as crianças se interessem pelo estudo. Hoje, o professor ensina um método para solucionar problemas e explica quando usá-lo. Para ele, as crianças devem ter a possibilidade de encontrar um método sozinhas e o professor deve apoiar e instigar esse processo.
Assista a uma palestra que Sugata Mitra o evento Ted Global, em 2010, sobre suas pesquisas.
http://www.ted.com/talks/sugata_mitra_the_child_driven_education.html